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quarta-feira, 2 de maio de 2012

GRUPO (BRITÂNICO DA) ASSOCIAÇÃO DESIGN E INDÚSTRIA


GRUPO (BRITÂNICO DA) ASSOCIAÇÃO DESIGN E INDÚSTRIA[DESIGN AND INDUSTRIES ASSOCIATION] (Londres, 1915-).


A empresa de William Foxton Ltd., fundada em 1903, passou a produzir desenhos de artistas plásticos e arquitetos na nascente indústria têxtil britânica e escocesa, como os dos profissionais dos Grupo Escocês) dos Quatro, e do Grupo das Garotas de Glasgow (v.).


William Foxton, cuja indústria reproduziu alguns dos mais criativos têxteis da época, foi quem ajudou a fundar a Associação de Design e Indústria, visando elevar o nível do desenho britânico nas Artes Aplicadas à produção industrial de tecidos, mobiliário, papel de parede e outros itens decorativos, muito consumidos na Inglaterra e Escócia.


REFERÊNCIA SELECIONADA:

 
BURKHAUSER, J. Glasgow Girls: Women in Art and Design 18801920. Glasgow: Canongate Publishing Ltd., 1993, pp. 90-100.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

ARTE DECORATIVA OU ARTE APLICADA INTERNACIONAL.



ARTE DECORATIVA OU ARTE APLICADA INTERNACIONAL.(Centros artísticos europeus, à partir dos séculos XIV-XX; e Rússia, à partir do século XV).



Não estamos afirmando que as artes, ditas, Aplicadas ou Decorativas, nasceram nesses períodos; no entanto podemos descrever algumas peças e as técnicas utilizadas na sua manufatura e decoração. Podemos considerar como Arte Aplicada ou Arte Decorativa os objetos produzidos no decorrer de séculos, com a mais perfeita artesania artística, mas que, apesar de sua beleza e arte, foram utilitários. Estamos falando de taças, copos, facas, colheres, sopeiras e outros itens, executados, ou melhor, fundidos em metais preciosos como ouro e prata, alguns recobertos com decoração executada nas mais diversas técnicas aplicadas à superfície desses metais preciosos como esmalte, niello e gravações com desenhos variados. Alguns desses objetos também receberam incrustações de pedras preciosas e pérolas.


As peças de Arte Decorativa, produzidas por várias das oficinas artísticas européias, cobriram o período prolongado de seis décadas. Essas obras citadas representam o que de mais artístico foi produzido em cada região européia, e em cada período: as mais preciosas peças pertencem ao magnífico acervo do Kremlin russo, na coleção de incalculável valor histórico devido a sua abrangência e diversidade. Na Arte Têxtil esse acervo apresenta preciosas vestes sacerdotais bordadas e paramentos religiosos, inclusive mitra bordada em pérolas e pedras preciosas. Algumas peças desse magnífico acervo foram apresentadas na mostra que publicou detalhado catálogo, realizada no Museu Metropolitano (Nova York, 1979).


Outros itens incluídos na categoria das Artes Decorativas pela crítica de arte foram as Tapeçarias, desde a Idade Média igualmente consideradas Arte Aplicada. Na época, as Tapeçarias tinham a função de tornar menos frios os imensos aposentos dos castelos medievais, construídos com pedras e sem divisões de aposentos. As grandes obras têxteis serviam de verdadeiros muros, paredes que barravam o vento e, ainda decoravam com desenhos coloridos que celebravam os feitos históricos e as batalhas vencidas contra os inimigos. Na época em que o Brasil foi descoberto, o artista plástico italiano Rafael (Rafaello Sanzio), desenhou o conjunto de cartões para a confecção de dez Tapeçarias Artísticas, destinadas à Capela Sistina (Vaticano, 1515). O valor dessas obras na Arte Têxtil é, por muitos, comparado ao valor da pintura da mesma capela pelo mestre da dita, Alta Renascença italiana: Michelângelo Buonarotti. Essas Tapeçarias Artísticas foram confeccionadas com os cartões desenhados por Rafael quase do mesmo tamanho de cada tapeçaria monumental; a obra têxtil e a pintura que a originou foram apresentadas na mostra do Museu Victoria and Albert (Londres, set. – nov., 2010).    Quando as antigas Tapeçarias (v.), verdadeiras obras de Arte Aplicada, deixaram de ter a função para a qual foram anteriormente destinadas e chegaram à Bauhaus, na primeira metade do século XX, mudaram e evoluíram; e, deste modo originaram, na segunda metade do mesmo século o movimento nacional e internacional da Arte da Fibra, que, com as antigas Tapeçarias participa da Cultura da Fibra. Essa vanguarda transferiu os têxteis artísticos da categoria de Arte Decorativa para a verdadeira expressão da Arte Contemporânea, reconhecida com nova nomeclatura, hoje dita, ArtTêxtil ou Arte da Fibra (v. acima o que é Tapeçaria e o que é Arte da Fibra [Fiberart].
 
REFERENCIAS SELECIONADAS:


CATÁLOGO. CHERNUKHA, E. P.; RAGGIO, O.; SALET, F. (Orgs.) TSUKANOV, M. P.; MONTEBELLO, P. (Forewords). NASIBOVA, A. S.(Introd.). ZONOVA, O. V.; MARTYNOVA, M. V.; LARCHENKO, M. N.;KIRILLOVA, L. P.;VISHNEVSKAIA, I.I.; MAIASOVA, N. A. MARKOVA, G. A. Treasures from the Kremlin. New York: The Metropolitan Museum of Art - Harry N. Abrams, 1979, pp. 67, 94-109, 160, 161, 162, 164-172, 174-193, 209, 220.

 
INTERNET. Art Knowledge News - Keeping You in Touch with the World of Art. The Victoria & Albert to Show Raphael's Cartoons and Tapestries for the Sistine Chapel. Disponível em: "Art Knowledge News" signups@artknowledgenews.com  Acesso em: 29 de maio, 2010.

sábado, 31 de março de 2012

BIENAL INTERNACIONAL DE TAPEÇARIA (Lausanne, 1962-1992).

BIENAL INTERNACIONAL DE TAPEÇARIA (Lausanne, 1962-1992).



A primeira Bienal (1962), exigia no seu regulamento que o artista apresentasse uma obra têxtil de no mínimo dez metros quadrados, o que impediu a participação de artistas diletantes e incentivou a participação de artistas consagrados, como o arquiteto Le Corbusier (França), que expôs obra realizada no mesmo ano; e Fritz Winter (Alemanha), que expôs uma obra realizada anteriormente (1956). Esses artistas não teceram suas obras, mas pintaram cartões com desenho próprio para a confecção de suas tapeçarias, de grandes dimensões, encomendadas aos ateliês europeus de confecção de Tapeçaria, como Aubusson, Gobelins e Tabard, entre outros. No entanto, logo na primeira Bienal apareceram obras experimentais tecidas pelos próprios artistas, como as das precursoras polonesas Jolanta Owidzca e Magdalena Abakanowicz. Na segunda metade do século XX, essas artistas, entre outras, através de suas técnicas alternativas de pesquisa pessoal, abriram o caminho para outras, que contribuíram para o extraordinário desenvolvimento da Arte da Fibra [Fiberart ou Fibre Art].




As pesquisas pioneiras nasceram das obras experimentais de mestras de tecelagem da Bauhaus, como Anni Albers e Guntha Stadler-Stözl. Albers, emigrou com o marido Joseph, outro Mestre da Bauhaus, para os Estados Unidos, eles foram os principais artistas europeus influentes no desenvolvimento da arte das vanguardas norte-americanas, através do ensino pioneiro que ministraram no berço delas, a Faculdade da Montanha Negra [Black Mountain College] (v.).


 

REFERÊNCIA SELECIONADA:


ANUÁRIO. Architecture, Formes et Fonctions (1962-1963). Lausanne: Anthony Kraft, 1962, pp. 152-157.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012


DO PLANO AO ESPAÇO NA ARTE DA FIBRA:

A CULTURA DA FIBRA.

CAPÍTULO 1.

1.0 CLASSIFICAÇÃO DA ARTE TÊXTIL.

ARTE PARA OS GREGOS ERA TÉCHNÉ: TÉCNICA.

Sentimos a necessidade de classificamos as diversas modalidades existentes na Arte Têxtil contemporânea, a fim de preenchermos a lacuna que sentimos existir nesse campo das artes plásticas. Essa classificação se baseou na premissa original da arte ocidental, da arte classificada segundo a técnica enpregada na sua construção.

1.0. CLASSIFICAÇÃO DA ARTE TÊXTIL:

1.1 TAPEÇARIA.

O nome Tapeçaria classifica todas as obras têxteis desenhadas por um artista e confeccionadas manualmente com forma geométrica e superfície plana, utilizando muitos tipos de materiais têxteis como algodão, lã, seda, prata e ouro, entre outros, em uma única técnica traditional como bordado sobre tela ou tecelagem de tear manual, entre outras, sendo produzida para ser exposta na parede.
1.2 ARTE DA FIBRA [FIBRE ART, FIBER ART].

Várias técnicas e materiais das artes, adaptadas por um artista.


O nome Arte da Fibra classifica todas as obras têxteis resultantes da pesquisa pessoal de um artista, produzidas manualmente utilizando técnicas têxteis, nas mais variadas formas, com qualquer tipo de superfície e com muitos tipos de materiais têxteis, entre outros materiais não têxteis; ou resultante da mistura de vários tipos de materiais, com vários tipos de técnicas oriundas das tradicionais técnicas têxteis ou utilizando novas técnicas inventadas por seu autor e produzidas com ajuda de qualquer tipo de instrumento, para serem expostas espacialmente, nas paredes, no piso ou em qualquer outra superfície.

A Arte da Fibra contemporânea, sempre executada manualmente, utiliza muitos tipos de materiais têxteis como algodão, lã, seda, prata e ouro, entre outros não têxteis, como vários tipos de plásticos, vários tipos de papelão e papel, vários tipos de metais, entre outros, empregando as mais variadas técnicas, individualmente ou misturadas, obras produzidas para serem expostas de várias maneiras, espacialmente ou sobre várias superfícies.

 1.3 ARTISTA TÊXTIL [TEXTILE ARTIST].

Chamamos de Artista Têxtil aquele que utiliza ou utilizou as técnicas presentes na Arte Têxtil da Tapeçaria. O Artista Têxtil pode ser igualmente Artista Plástico: pintor, escultor, gravador, sendo que a Arte Têxtil participa apenas parcialmente de sua obra. Citamos como exemplo o conhecido pintor nipo-brasileiro Manabu Mabe, que reproduziu muitas de suas notáveis abstrações em Tapeçarias bordadas manualmente. O Artista Têxtil pode igualmente evoluir e se tornar Artista da Fibra, participante da Cultura da Fibra, sendo que o Artista Têxtil participa da dita, Cultura Têxtil.

1.4 ARTISTA DA FIBRA [FIBER ARTIST or FIBERARTIST].

Chamamos de Artista da Fibra aquele que utilizou ou utiliza as principais técnicas e materiais da Arte da Fibra, e que participou ou participa das principais mostras da Cultura da Fibra, nacional e internacioanlmente, especialmente das exposições com júri, entre outras, coletivas e individuais. O Artista da Fibra pode ser igualmente Artista Plástico: pintor, escultor, gravador, sendo que a Arte da Fibra participa apenas parcialmente de sua obra. Citamos como exemplo a conhecida gravadora e destacada Artista da Fibra nacional e internacional, Zoravia Bettiol; e o conhecido pintor Jacques Douchez, destacado no primeiro grupo do Atelier Abstração de Samson Flexor, destacado nacional e internacionalmente na Cultura da Fibra Brasileira.




 

domingo, 8 de janeiro de 2012

GRUPO (ESCOCÊS) DAS GAROTAS DE GLAGOW [GLASGOW GIRLS] (Escócia, c. 1896-1916).


Esse grupo se formou a partir da liderança das irmãs Margaret e Frances MacDonald, casadas com os arquitetos Charles Rennie Mackintosh e seu colega de faculdade, Herbert McNair, que formaram o conhecido Grupo Escocês dos Quatro (v.), formado com Mackintosh e MacNair, e as duas artistas, irmãs e suas esposas, a pintora e artista do vidro, Margareth MacDonald, e sua irmâ Frances, que se relacionaram com o Grupo (Escocês) do Impressionismo formado com pintores, os ditos, Garotos de Glasgow. As jovens artistas lideraram o dito, Grupo das Garotas de Glasgow, (v.) também associado à Escola de Glasgow.

Participaram além das citadas, Jessie M. King, Annie French, Jessie Wylie Newbery, Ann Macbeth, Bessie MacNicolo, Norah Neilson Gray , Stansmore Dean, Eleanor Allen Moore De Courey Lewthwaite Dewar.)(1920).


REFERÊNCIA:

BURKHAUSER. J. Glasgow Girls: Women in Art and Design 1880. Glasgow: Canongate Publishing Ltd., 1993, pp. 80-90.

domingo, 25 de dezembro de 2011

FUTURISMO NAS ARTES: ARTES APLICADAS (Roma, 1912-).

Destaque: DEPERO, Fortunato. Algumas obras de Arte Aplicada Futurista, enfatizaram seu caráter lúdico, como, os coletes com bordados de aplicação, Tapeçarias e almofadas bordadas de Fortunato Depero (1880-1954). Depero foi o principal artista Futurista voltado para a produção nas Artes Aplicadas: as obras dele foram sempre executadas com leveza de espírito e muito humor.

O espírito lúdico dos Futuristas expressou-se também nas pinturas decorativas executadas por Depero nas paredes do Cabaré do Diabo e nas do Bar Americano do Hotel Elite (Roma, 1921). A decoração da Casa d'Arte Bragaglia (Roma, 1918-), de Anton Giulio Bragaglia (1890-1960), pintada com arcos de formas orgânicas, foi transformação ambiental na obra executada pelo arquiteto Virgilio Marchi (1895-1960). Nesse ambiente Uggo Pannaggi (1901-1981) e Giacomo Balla (1871-1958) realizaram as pinturas e o mobiliário da original decoração de interiores. Nos salões da Galeria de Arte Bragaglia a decoração interior destacou os coloridíssimos móveis pintados na estética lúdica e alegre do Futurismo italiano. Outro centro cultural foi a Casa d'Arte Italiana, inaugurada por Enrico Prampolini (1894-1956). Nesse local foram realizados eventos musicais, concertos, palestras e mostras de Artes Plásticas e de Artes Aplicadas, a cultura viva do movimento Futurista (Roma).

Algumas Tapeçarias Bordadas, de autoria de Giacomo Balla (1880-1958), estiveram em exposição na mostra individual Giacomo Balla, 1894-1946, Da Balla a Ball´io, que publicou catálogo ilustrado, realizada na Pinacoteca do Estado de São Paulo (12 maio - 30 jun., 2000).

REFERÊNCIA:

CATÁLOGO. Giacomo Balla, 1894-1946, Da Balla a Ball´io. São Paulo:Pinacoteca do Estado de São Paulo, 12 maio - 30 jun., 2000.
 

terça-feira, 29 de novembro de 2011

REFERÊNCIAS SELECIONADAS PARA O FUTURISMO.


REFERÊNCIAS SELECIONADAS PARA O FUTURISMO.


CATÁLOGO. ATTI & FERRETTI, 1990, p. 35 CATÁLOGO. CORK, R.; BRETTE, A. Formulation d' un groupe rebelle à l' Exposition d' Octobre 1913. Traduction de Thérèse Fossatti. In CORK, R.; ELIOT, T. S.; KENNER, H.; LEMAIRE, G-G.; LEWIS, W.; McLUHAN, M.; POUND, E.; RODITI, É.; WEST, R. Windham Lewis et le Vorticisme. Paris: Cahiers Pour un Temps, Centre Georges Pompidou, Pandora Ed., 1982, pp. 122-147.


LEMAIRE, G G. Prolégomènes au Vorticisme: Flux et Reflux en Angleterre. Apud CATÁLOGO. CORK, R.; ELIOT, T. S.; KENNER, H.; LEMAIRE, G-G.; LEWIS, W.; McLUHAN, M.; POUND, E.; RODITI, É.; WEST, R. Windham Lewis et le Vorticisme. Paris: Cahiers Pour un Temps, Centre Georges Pompidou, Pandora Ed., 1982, pp. 11-16.  
 
CATÁLOGO GERAL. MILLIET, S.; PFEIFER, W.. II Bienal do Museu de Arte Moderna.. São Paulo: EDIAM, 1ª ed., dez., 1953. 1953, pp. 445, 446, 455, 481, 493, 501-502, 543, 544, 558. 568, 574.

CATÁLOGO. HULTEN, P. (ORG.); JUANPERE, J.A.; ASANO, T.; CACCIARI, M.; CALVESI, M.; CARAMEL, L; CAUMONT, J; CELANT, G; COHEN, E.; CORK, R.;CRISPOLTI, E.; FELICE, R; DE MARIA, L.; DI MILLIA, G.; FABRIS, A.; FAUCGEREAU, S.; GOUGH-COOPER, J.; GREGOTTI, V.; LEVIN, G.; LEWISON, J.; MAFFINA, F.; MENNA, F.; ÁCINI, P.; RONDOLINO, G; RUDENSTINE, A.; SALARIS, C.; SILK, G.; SMEJKAI, F.; STRADA, V.; VERDONE, M.; ZADORA, S. Futurism and Futurisms. New York: Solomon R. Guggenheim Museum, Abeville Publishers, 1986. 638p.: il, retrs., p. 154.

 
DICIONÁRIO. BREUILLE, J-P. Le Dictionaire mondial de la photographie, la photographie des origines a nos jours. Paris: Larousse, 1994, p. 248.


DICIONÁRIO. CHAMBERS. Biographical Dictionary. London: Melanie Parry Ed., Chambers - Hanap, 1997, p. 333.
 
 
DICIONÁRIO. DUROZOI, G. Dictionaire de l'art moderne et contemporain. Sous la direction de Gérard Durozoi. Paris: Fernand Hazam, 1992. 676p.: Il., pp. 468, 510-511.

 
PIERRE, J. El futurismo y el dadaismo. Madrid: Aguilar, 1968, p. 99.
 
PALESTRA. D’AGOSTINI, V. O Teatro Futurista. São Paulo: CEF, Encontros Estéticos, 27 abr., 2002.
 

domingo, 30 de outubro de 2011

1924-1929- GRUPO (INTERNACIONAL DOS) QUATRO AZUIS [DER BLAUE VIER] (Dessau, 1924-1929)..

GRUPO (INTERNACIONAL DOS) QUATRO AZUIS [DER BLAUE VIER] (Dessau, 1924-1929).

Destaques: Wasily KANDINSKY, Alexei von JAWLENSKY, Paul KLEE e Lyonel FEININGER.

Quando a Bauhaus transferiu-se para Dessau, Kandinsky organizou o Grupo dos Quatro Azuis, que conseguiu pouca repercussão e divulgação, provavelmente devido a situação conturbada na Alemanha na época. O grupo formou-se com o professor da Bauhaus, Wassily Kandinsky (1866-1944), com seu amigo de toda a vida, o também russo Alexey von Jawlensky (1864-1941), e com outros mestres da escola alemã como o suíço Paul Klee (1879-1940) e o alemão nascido na América, Lyonel Feininger (1871-1956). Todos, menos Jawlensky, foram professores da Bauhaus (Stäatlich Bauhaus; Dessau, Weimar e Berlim, 1919-1933). Kandinsky tentou reviver o sucesso anterior do Grupo do Cavaleiro Azul (Munique - Berlim, 1911-1913, v.).

Quando a marchand européia Galka Emilia Scheyer emigrou para os Estados Unidos, ela divulgou no país o Grupo dos Quatro Azuis, através de palestras e mostras das obras dos artistas. Algumas obras do grupo foram adquiridas pelos colecionadores Louise e Walter Conrad Arensberg (1875-1954): anos mais tarde Feininger, que nasceu na América, visitou Scheyer, que na época vivia em Hollywood (1936).

REFERÊNCIAS SELECIONADAS:

CATÁLOGO. ADES, D. Dada and Surrealism Reviewed. Introduction by David Syilvester and supplementary essay by Elizabetn Cowling. London: the Authors and the Art Council of Great Britain, Hayward Galleries, 1978.

FEHLEMANN, S. La Peinture Expressioniste Allemande. Stuttgart: Herscher Cantz Verlag, 1987, pp. 89-95

FEHLEMANN, S; BIRTHÄLMER, A., MÜLLER, B. (biogr.). Expressionismo Alemão: destaques da Coleção do Museu von Der Heydt. Wuppertal: Ministério das Relações Exteriores da Alemanha. Rio de Janeiro: Paço Imperial. São Paulo: Museu Lasar Segall, 2000, p. 96.

FEHLEMANN, S. Sur l'oeuvre d'Alexei von Jawlensky. Apud GABARSKY, S. La peinture expressioniste allemande. Stuttgart: Cantz Verlag, 1987, pp. 93-94, 202.